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Horário de ponta: como reduzir custos com energia

Horário de ponta: como reduzir custos com energia

Para muitas empresas, reduzir custos com energia não depende apenas de consumir menos. O horário em que a eletricidade é utilizada também pode influenciar o valor da fatura, especialmente em unidades empresariais submetidas a estruturas tarifárias que diferenciam determinados períodos do dia.

Nesse contexto, compreender o chamado horário de ponta é importante para indústrias, centros de distribuição, unidades agroindustriais, supermercados e outras operações com consumo elétrico relevante.

A questão não significa simplesmente desligar equipamentos durante algumas horas. Em uma operação empresarial, decisões desse tipo precisam considerar produtividade, segurança, capacidade instalada, jornada de trabalho e compromissos comerciais.

Por isso, a gestão do horário de ponta deve começar por uma análise técnica do perfil de consumo da empresa.

Horário de ponta: como reduzir custos com energia
Horário de ponta: como reduzir custos com energia

O que é o horário de ponta?

O horário de ponta corresponde a um período diário definido conforme as regras aplicáveis à distribuição de energia, caracterizado por maior solicitação do sistema elétrico.

Para determinados consumidores, utilizar energia nesse intervalo pode apresentar condições tarifárias diferentes daquelas encontradas no período denominado fora de ponta.

É justamente essa diferença que cria uma oportunidade de análise.

Uma empresa que concentra equipamentos de grande potência durante esses horários pode apresentar uma estrutura de custos diferente de outra que consegue distribuir parte das suas atividades ao longo do dia.

Isso não significa que toda carga deva ser deslocada.

O primeiro passo é entender quanto a empresa consome em cada período e quais processos são responsáveis por esse consumo.

Como identificar o impacto na fatura?

A própria fatura de energia contém informações importantes para iniciar o diagnóstico.

Dependendo do enquadramento da unidade consumidora, é possível encontrar valores relacionados ao consumo e à demanda em diferentes períodos tarifários.

O ideal é avaliar um histórico de vários meses e não apenas uma conta isolada.

Entre os pontos que merecem atenção estão:

  • consumo registrado no horário de ponta;
  • consumo no período fora de ponta;
  • demanda medida;
  • demanda contratada;
  • modalidade tarifária da unidade;
  • sazonalidade da operação;
  • alterações recentes na produção;
  • comportamento dos custos ao longo do ano.

Essa comparação permite identificar padrões.

Se uma parcela significativa da utilização de energia estiver concentrada justamente nos horários de maior impacto tarifário, a empresa pode estudar alternativas operacionais.

Nem todo consumo pode ser deslocado

Um dos erros na gestão do horário de ponta é partir da premissa de que basta desligar equipamentos.

Na prática, empresas possuem processos que não podem ser interrompidos sem consequências.

Uma linha de produção contínua pode exigir funcionamento constante. Câmaras frigoríficas precisam manter condições adequadas de temperatura. Sistemas de segurança, servidores, iluminação essencial e determinados equipamentos industriais também podem ter restrições operacionais.

Por isso, gestão energética não deve comprometer a atividade principal da empresa.

O objetivo é identificar cargas que apresentam alguma flexibilidade.

Determinadas atividades auxiliares, carregamentos, bombeamentos, processos de apoio ou etapas de produção podem, dependendo da empresa, ser reorganizados para outros horários.

Essa possibilidade precisa ser avaliada caso a caso.

Horário de ponta: como reduzir custos com energia
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O perfil industrial dos Campos Gerais exige planejamento

Nos Campos Gerais do Paraná, a discussão sobre eficiência energética é particularmente pertinente devido à presença de atividades industriais, agroindustriais e logísticas.

Em Ponta Grossa, a combinação entre indústria, serviços e uma posição logística estratégica cria um ambiente empresarial com operações de diferentes perfis energéticos. Plantas industriais e centros de distribuição podem apresentar cargas significativas associadas a motores, refrigeração, movimentação de materiais, climatização e processos automatizados.

Em Castro, a forte atividade agroindustrial torna relevante analisar equipamentos ligados ao processamento, refrigeração, armazenamento, bombeamento e outras etapas operacionais. Dependendo do processo, parte dessas cargas pode apresentar maior ou menor flexibilidade de horário.

Já em Carambeí, onde a agroindústria também ocupa posição importante na economia local, compreender como equipamentos e processos utilizam energia ao longo do dia pode contribuir para um planejamento energético mais preciso.

Nos três casos, não existe uma solução única. A estratégia depende do perfil específico de cada unidade.

Como reduzir o consumo no horário de ponta?

Depois de identificar as cargas responsáveis pelo consumo, a empresa pode avaliar mudanças operacionais.

Uma possibilidade é reorganizar atividades que não precisam ocorrer necessariamente durante o período de maior custo.

Por exemplo, dependendo da operação, pode ser viável programar determinados equipamentos auxiliares para funcionar antes ou depois desse intervalo.

Outra estratégia envolve reduzir a simultaneidade das cargas.

Se diversos equipamentos de grande potência entram em funcionamento ao mesmo tempo, a empresa pode registrar picos importantes. Em alguns casos, escalonar partidas e processos contribui para um perfil elétrico mais equilibrado.

Entre as medidas que podem ser estudadas estão:

  • programação dos horários de equipamentos;
  • escalonamento de cargas de maior potência;
  • revisão dos turnos de determinados processos;
  • automação do acionamento de cargas;
  • monitoramento da curva de consumo;
  • avaliação da modalidade tarifária;
  • integração entre planejamento de produção e gestão energética.

Qualquer alteração deve ser comparada com seus efeitos sobre a operação.

Economizar energia enquanto se cria perda de produtividade dificilmente será uma boa decisão empresarial.

A modalidade tarifária também deve ser avaliada

O comportamento da empresa nos horários de ponta e fora de ponta está diretamente relacionado à forma como a unidade é tarifada.

Por isso, analisar apenas o consumo pode produzir uma visão incompleta.

É necessário verificar se a modalidade tarifária atual continua compatível com o perfil da operação.

Empresas mudam ao longo do tempo.

Uma indústria pode aumentar turnos, instalar uma nova linha produtiva ou automatizar determinados processos. Um centro logístico pode ampliar sua área de armazenamento. Uma operação agroindustrial pode incorporar equipamentos de refrigeração ou processamento.

Quando isso acontece, o perfil elétrico também muda.

Uma configuração adequada alguns anos atrás pode não continuar sendo a mais coerente com a realidade atual.

Horário de ponta: como reduzir custos com energia
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Automação pode ajudar no controle das cargas

Empresas com instalações maiores podem utilizar sistemas de monitoramento e controle para acompanhar o comportamento da energia em intervalos menores.

Essa visibilidade permite identificar quais equipamentos estão provocando picos e em quais horários eles acontecem.

Em determinados casos, sistemas automatizados também podem estabelecer prioridades.

Uma carga não essencial pode ser temporariamente reduzida enquanto um equipamento de maior potência entra em funcionamento, por exemplo.

O objetivo não é automatizar indiscriminadamente o desligamento de equipamentos, mas estabelecer uma gestão coordenada das cargas elétricas.

Quanto maior a complexidade da instalação, mais importante tende a ser a qualidade dos dados utilizados na decisão.

Geração própria pode fazer parte da estratégia?

Dependendo das características da empresa, soluções de geração ou armazenamento podem entrar em uma avaliação energética mais ampla.

No entanto, elas não devem ser consideradas automaticamente como resposta para qualquer problema relacionado ao horário de ponta.

É necessário analisar investimento, perfil de consumo, características técnicas, regras aplicáveis, vida útil dos equipamentos e retorno econômico esperado.

Antes de investir em infraestrutura adicional, muitas empresas podem se beneficiar de uma etapa anterior: entender detalhadamente como a energia já está sendo utilizada.

Em alguns casos, ajustes operacionais e contratuais podem revelar oportunidades antes da necessidade de novos investimentos.

O horário de ponta deve ser analisado junto com outros indicadores

Uma estratégia de gestão energética não deve considerar apenas um elemento da fatura.

Consumo, demanda contratada, demanda medida, fator de potência, energia reativa, modalidade tarifária e condições de contratação estão relacionados ao desempenho energético da empresa.

Por isso, uma análise mais completa pode revelar oportunidades que não seriam percebidas observando somente o valor total da conta.

Imagine que uma empresa reduza o consumo no horário de ponta, mas continue mantendo uma demanda contratada incompatível com sua operação.

Nesse caso, uma parte da oportunidade pode continuar sem ser explorada.

O mesmo vale para uma unidade que apresenta problemas recorrentes relacionados ao fator de potência.

A gestão eficiente depende de uma visão integrada.

Como começar uma análise de horário de ponta?

O primeiro passo pode ser relativamente simples: organizar as faturas dos últimos meses e comparar o comportamento da unidade.

Depois, é importante relacionar os dados às atividades realizadas nos respectivos períodos.

Perguntas úteis incluem:

  • Quais equipamentos funcionam durante o horário de ponta?
  • Todos precisam operar nesse intervalo?
  • Existem cargas que podem ser deslocadas?
  • Houve mudanças recentes na produção?
  • Existem picos causados por acionamentos simultâneos?
  • A modalidade tarifária atual ainda faz sentido?
  • Há previsão de expansão ou alteração dos turnos?

As respostas ajudam a direcionar análises mais detalhadas.

Em vez de adotar medidas genéricas, a empresa passa a trabalhar com informações específicas da sua operação.

Horário de ponta: como reduzir custos com energia
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Gestão de energia deve acompanhar a produção

Energia não deve ser administrada separadamente da estratégia operacional.

Se uma empresa pretende ampliar sua capacidade produtiva, criar um novo turno ou instalar equipamentos, os impactos energéticos devem ser considerados antes da mudança.

Da mesma forma, quando a produção diminui ou determinados processos são desativados, os parâmetros energéticos precisam ser revistos.

Essa integração permite que a empresa deixe de tratar a conta de energia apenas como uma despesa fixa e passe a utilizá-la como fonte de informações sobre sua própria operação.

No caso do horário de ponta, o objetivo é encontrar um equilíbrio entre custo, produtividade e segurança operacional.

Não existe uma regra universal sobre quanto uma empresa deve consumir em determinado período. Existe, sim, a necessidade de compreender seu perfil e identificar onde há flexibilidade para melhorar a eficiência.

Analise seus custos com a Fruto Renovável

A Fruto Renovável auxilia empresas na análise de faturas e na identificação de oportunidades relacionadas ao consumo, demanda e contratação de energia.

Se sua empresa possui uma operação industrial, comercial, logística ou agroindustrial no Paraná, uma avaliação técnica pode ajudar a identificar quanto o horário de ponta representa na estrutura atual de custos e quais pontos merecem atenção.

Entre em contato com a equipe da Fruto Renovável para solicitar uma análise das faturas e avaliar oportunidades de melhoria na gestão energética da sua empresa.

Gustavo Kelner

Engenheiro Ambiental pós graduado com 13 anos de experiência em Licenciamento, Supervisão e Gerenciamento Ambiental e Social nos mais diversos setores, com obras de infraestrutura (Metrô, Rodovias, Aeroportos, Estações de Tratamento de Água e Esgoto). Consultor Ambiental em Monitoramento Ambiental de Obras, Ruído Ambiental, Projetos de Restauração Florestal, Mapeamento com Drone e Gestão de Resíduos. Siga minhas publicações no LinkedIn.